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Marido de professora morta após aula de natação segue em estado grave em SP

 Vinicius de Oliveira e Juliana Faustino Basseto passaram mal depois de usarem piscina de academia localizada em Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo




O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, informou nesta segunda-feira (9) que o marido da Juliana Faustino Bassetto, Vinicius de Oliveira, segue internado em estado grave. A mulher de 27 anos morreu após passar mal durante uma aula de natação em unidade da rede de academia C4 Gym, localizada em Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. Mais três pessoas precisaram de atendimento médico depois da atividade.

Em entrevista a jornalistas, Bento disse que um “garoto de 14 anos está internado, respirando com o auxílio de aparelho”. Outro casal, de 37 anos, recebeu alta e “passa bem”. Segundo o delegado, havia nove alunos na aula.

Bento ainda declarou que o professor de natação da academia, que não teve a identidade revelada e também passou mal, prestou esclarecimentos à polícia. O homem não procurou por atendimento médico, e ajudou os alunos que passaram mal durante a aula.

Entenda o caso

Logo depois da aula de natação, ainda na academia, Juliana Faustino Bassetto passou mal e foi levada a um hospital em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. A professora de 27 anos não resistiu e morreu no sábado (7), a unidade de saúde. Vinicius de Oliveira também foi internado no local.


No domingo (8), um homem procurou a delegacia e relatou que o seu filho, um garoto de 14 anos, passou mal depois de utilizar a mesma piscina que o casal.

Inicialmente, o caso foi registrado no 6º Distrito Policial de Santo André como “morte suspeita” e “perigo para a vida ou saúde”. Agora, a investigação está em andamento no 42º Distrito Policial de Parque São Lucas.

A polícia também solicitou exames periciais para determinar a causa da morte de Juliana e do mal-estar das outras vítimas.

O que diz a academia C4 Gym

Por meio de publicação no Instagram, no domingo, a academia C4 Gym se manifestou sobre o caso. Leia a íntegra:


“É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de uma de nossas alunas. Estamos totalmente solidários à família e aos amigos, tendo nos colocado à disposição para todo o apoio necessário neste momento difícil. Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível”.

“Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes. Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação”.

“Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades. Em sinal de respeito e luto, as unidades próprias, na cidade de São Paulo, permanecerão fechadas nesta segunda-feira”.


Intoxicação em piscina: sinais que você não pode ignorar


Caso recente em São Paulo acende alerta sobre riscos do uso inadequado de produtos químicos


Piscinas costumam estar associadas a lazer, saúde e bem-estar. No entanto, um caso recente ocorrido em uma academia da zona leste de São Paulo mostrou que falhas na manutenção podem transformar esse ambiente em risco grave à saúde.

Excesso de produtos químicos em piscinas pode causar intoxicação e riscos graves à saúde
Excesso de produtos químicos em piscinas pode causar intoxicação e riscos graves à saúde
Foto: Foto ilustrativa: Shutterstock / Saúde em Dia

Uma mulher morreu e outras quatro pessoas foram internadas após contato com a água da piscina. A suspeita inicial é de intoxicação por produtos químicos, possivelmente ligada ao uso inadequado de substâncias como o cloro.

O episódio reforça um alerta importante: nem toda piscina aparentemente limpa é segura.

Como ocorre uma intoxicação em piscina?

A intoxicação em piscina acontece, na maioria das vezes, quando há excesso de produtos químicos, especialmente cloro, ou quando eles são manipulados de forma incorreta.

O cloro é essencial para eliminar micro-organismos da água. O problema surge quando a dosagem ultrapassa o limite seguro.

Em condições normais, a concentração recomendada varia entre 1 e 3 partes por milhão (ppm). Acima disso, os riscos aumentam significativamente.

Em níveis elevados, o contato com o cloro pode causar danos mesmo sem ingestão da água.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas variam conforme o nível de exposição e o tempo de contato com a substância.

Entre os sinais mais frequentes estão:

  • Ardência nos olhos, nariz e garganta.

  • Tosse e dificuldade para respirar.

  • Náusea e vômito.

  • Irritação ou queimaduras na pele.

Em casos mais graves, podem ocorrer:

Qualquer sintoma intenso ou persistente exige atendimento médico imediato.

Cheiro forte de cloro é sinal de excesso?

Esse é um dos maiores mitos quando o assunto é segurança em piscinas.

cheiro forte de cloro nem sempre indica excesso. Muitas vezes, ele é causado pelas cloraminas, substâncias que surgem quando o cloro reage de forma inadequada com impurezas da água, como suor e urina.

Ou seja, uma piscina pode estar:

  • Com cheiro forte e pouco cloro ativo.

  • Sem cheiro algum e com excesso perigoso de produto.

Por isso, confiar apenas no olfato não é suficiente para avaliar a segurança da água.

Sinais de que a piscina pode não estar segura

Alguns indícios devem servir como alerta imediato para não entrar na água.

Fique atento se notar:

Piscinas coletivas devem passar por manutenção constante e seguir normas rígidas de segurança.

Quando evitar entrar na piscina?

Evite o uso da piscina sempre que houver qualquer sinal fora do padrão. Mesmo que outras pessoas estejam usando o local, o risco é individual.

Também é importante evitar:

  • Piscinas sem alvará visível.

  • Ambientes fechados sem ventilação adequada.

  • Locais que não informam como é feito o controle químico da água.

Na dúvida, a melhor escolha é não entrar.

O que fazer em caso de suspeita de intoxicação?

Se houver contato com água suspeita e surgirem sintomas:

  • Saia imediatamente da piscina.

  • Lave a pele com água corrente.

  • Procure atendimento médico.

Não minimize sinais respiratórios ou ardência intensa. Intoxicações químicas podem evoluir rapidamente.

Casos como o ocorrido em São Paulo reforçam que lazer e saúde caminham juntos apenas quando há responsabilidade. Piscinas precisam de manutenção adequada, profissionais capacitados e fiscalização.

Para o público, a orientação é clara: observe, questione e respeite os sinais do corpo. Prevenção ainda é a forma mais segura de aproveitar qualquer atividade aquática.



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