Vinicius de Oliveira e Juliana Faustino Basseto passaram mal depois de usarem piscina de academia localizada em Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo
Em entrevista a jornalistas, Bento disse que um “garoto de 14 anos está internado, respirando com o auxílio de aparelho”. Outro casal, de 37 anos, recebeu alta e “passa bem”. Segundo o delegado, havia nove alunos na aula.
Bento ainda declarou que o professor de natação da academia, que não teve a identidade revelada e também passou mal, prestou esclarecimentos à polícia. O homem não procurou por atendimento médico, e ajudou os alunos que passaram mal durante a aula.
Entenda o caso
Logo depois da aula de natação, ainda na academia, Juliana Faustino Bassetto passou mal e foi levada a um hospital em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. A professora de 27 anos não resistiu e morreu no sábado (7), a unidade de saúde. Vinicius de Oliveira também foi internado no local.
No domingo (8), um homem procurou a delegacia e relatou que o seu filho, um garoto de 14 anos, passou mal depois de utilizar a mesma piscina que o casal.
Inicialmente, o caso foi registrado no 6º Distrito Policial de Santo André como “morte suspeita” e “perigo para a vida ou saúde”. Agora, a investigação está em andamento no 42º Distrito Policial de Parque São Lucas.
A polícia também solicitou exames periciais para determinar a causa da morte de Juliana e do mal-estar das outras vítimas.
O que diz a academia C4 Gym
Por meio de publicação no Instagram, no domingo, a academia C4 Gym se manifestou sobre o caso. Leia a íntegra:
“É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de uma de nossas alunas. Estamos totalmente solidários à família e aos amigos, tendo nos colocado à disposição para todo o apoio necessário neste momento difícil. Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível”.
“Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes. Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação”.
“Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades. Em sinal de respeito e luto, as unidades próprias, na cidade de São Paulo, permanecerão fechadas nesta segunda-feira”.
Intoxicação em piscina: sinais que você não pode ignorar
Caso recente em São Paulo acende alerta sobre riscos do uso inadequado de produtos químicos
Piscinas costumam estar associadas a lazer, saúde e bem-estar. No entanto, um caso recente ocorrido em uma academia da zona leste de São Paulo mostrou que falhas na manutenção podem transformar esse ambiente em risco grave à saúde.
Uma mulher morreu e outras quatro pessoas foram internadas após contato com a água da piscina. A suspeita inicial é de intoxicação por produtos químicos, possivelmente ligada ao uso inadequado de substâncias como o cloro.
O episódio reforça um alerta importante: nem toda piscina aparentemente limpa é segura.
Como ocorre uma intoxicação em piscina?
A intoxicação em piscina acontece, na maioria das vezes, quando há excesso de produtos químicos, especialmente cloro, ou quando eles são manipulados de forma incorreta.
O cloro é essencial para eliminar micro-organismos da água. O problema surge quando a dosagem ultrapassa o limite seguro.
Em condições normais, a concentração recomendada varia entre 1 e 3 partes por milhão (ppm). Acima disso, os riscos aumentam significativamente.
Em níveis elevados, o contato com o cloro pode causar danos mesmo sem ingestão da água.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sintomas variam conforme o nível de exposição e o tempo de contato com a substância.
Entre os sinais mais frequentes estão:
Ardência nos olhos, nariz e garganta.
Tosse e dificuldade para respirar.
Náusea e vômito.
Irritação ou queimaduras na pele.
Em casos mais graves, podem ocorrer:
Lesões pulmonares.
Parada cardiorrespiratória.
Qualquer sintoma intenso ou persistente exige atendimento médico imediato.
Cheiro forte de cloro é sinal de excesso?
Esse é um dos maiores mitos quando o assunto é segurança em piscinas.
O cheiro forte de cloro nem sempre indica excesso. Muitas vezes, ele é causado pelas cloraminas, substâncias que surgem quando o cloro reage de forma inadequada com impurezas da água, como suor e urina.
Ou seja, uma piscina pode estar:
Com cheiro forte e pouco cloro ativo.
Sem cheiro algum e com excesso perigoso de produto.
Por isso, confiar apenas no olfato não é suficiente para avaliar a segurança da água.
Sinais de que a piscina pode não estar segura
Alguns indícios devem servir como alerta imediato para não entrar na água.
Fique atento se notar:
Cheiro químico muito intenso.
Água turva ou com coloração alterada.
Ardência nos olhos logo ao se aproximar.
Piscinas coletivas devem passar por manutenção constante e seguir normas rígidas de segurança.
Quando evitar entrar na piscina?
Evite o uso da piscina sempre que houver qualquer sinal fora do padrão. Mesmo que outras pessoas estejam usando o local, o risco é individual.
Também é importante evitar:
Piscinas sem alvará visível.
Ambientes fechados sem ventilação adequada.
Locais que não informam como é feito o controle químico da água.
Na dúvida, a melhor escolha é não entrar.
O que fazer em caso de suspeita de intoxicação?
Se houver contato com água suspeita e surgirem sintomas:
Saia imediatamente da piscina.
Lave a pele com água corrente.
Procure atendimento médico.
Não minimize sinais respiratórios ou ardência intensa. Intoxicações químicas podem evoluir rapidamente.
Casos como o ocorrido em São Paulo reforçam que lazer e saúde caminham juntos apenas quando há responsabilidade. Piscinas precisam de manutenção adequada, profissionais capacitados e fiscalização.
Para o público, a orientação é clara: observe, questione e respeite os sinais do corpo. Prevenção ainda é a forma mais segura de aproveitar qualquer atividade aquática.


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